Oferecer teu corpo Na cama sagrada do amor Oferecer teu beijo Nos lábios molhados de açaí Oferecer teu futuro Nas previsões da minha paixão Oferecer teu calor Nas aventuras do Pará Oferecer teu sorriso Nas águas puras do rio Guamá Oferecer teu olhar Nas esquinas da paz de Taipas (São Paulo, 25 de novembro de 2005)
Sou eu mesmo sumano, vim das correntes marítimas da baía do Marajó. A corrente da maré é meu caminho cotidiano contra as forças do mal. Sou filho da grande Ilha, da Iara, do boto, da aldeia Itaguari, nascido das caruanas, das pedras encantadas Cãmboa e Tãmbora. Sumano o Marajó viverá sem um plano de desenvolvimento sustentável? Sem a ambição do capital e dos projetos contra os marajoaras? A biosfera do Marajó só é possível com a participação democrática e popular dos sumanos. Os marajoaras sabem que as águas da maré vazam e enchem, que a água-corpo-rio- é o arquipélago da VIDA. Sou caboclo meu sumano, sou do ventre da mata e da mãe d`água, e tu boto livre marajoara, tupinambá, muara, nuaruaque, aruã. Aprendi a remar contigo contras as correntezas da mediocridade e da arrogância do capital. Itaguary Belém, 07 de Fevereiro de 2009. Para o Poeta Juraci Siqueira meu inspirador nos caminhos das palavras e meu mano Marajoara, Ele de Afuá e eu de Ponta de Pedras. ...
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