Sou eu mesmo sumano, vim das correntes marítimas da baía do Marajó. A corrente da maré é meu caminho cotidiano contra as forças do mal. Sou filho da grande Ilha, da Iara, do boto, da aldeia Itaguari, nascido das caruanas, das pedras encantadas Cãmboa e Tãmbora. Sumano o Marajó viverá sem um plano de desenvolvimento sustentável? Sem a ambição do capital e dos projetos contra os marajoaras? A biosfera do Marajó só é possível com a participação democrática e popular dos sumanos. Os marajoaras sabem que as águas da maré vazam e enchem, que a água-corpo-rio- é o arquipélago da VIDA. Sou caboclo meu sumano, sou do ventre da mata e da mãe d`água, e tu boto livre marajoara, tupinambá, muara, nuaruaque, aruã. Aprendi a remar contigo contras as correntezas da mediocridade e da arrogância do capital. Itaguary Belém, 07 de Fevereiro de 2009. Para o Poeta Juraci Siqueira meu inspirador nos caminhos das palavras e meu mano Marajoara, Ele de Afuá e eu de Ponta de Pedras. ...
Comentários
Postar um comentário